domingo, 31 de janeiro de 2016

"WHO WAS PADIAMENOPE?"



"WHO WAS PADIAMENOPE?"
THEBAN TOMB - TT 33


http://egypte.unistra.fr./les-travaux-de-terrain/la-tombe-de-padiamenope-tt33responsable-claude-traunecker/>

TT 33   -  FUNERAL PALACE OF PADIAMENOPE: TOMB, PLACE OF PILGRIMAGE, AND LIBRARY. POUR: DR; CLAUDE TRAUNECKER, UNIVERSITÉ DE STRASBOURG, UMR 7044"
 

"At 2006, The University Marc Bloch (Strasbourg II) began epigraphic exploration of the tomb of Padiamenope. The team of Strasbourg and University of Montpellier: Isabelle Régen, Silvia Einaldi (École des Hautes Études), Daniel werning (Universität zu Berlin), and Barbara Engelmann-Von Carnap (Universität Heidelberg)" (TRAUNECKER, 2013: p. 209)

"Padiamenope was a Chief  Lector Priest, in charge of the royal archives, a kind of a private secretary of the king. But who was this king? Never was mencioned by Padiamenope in his tomb. he wasa divine-scribe of the domain of Re-Horakhty, and he controls 'the Secrets of the Divine-Words.' A scribe of the Divine-Books. He was competent in the field of religious literature. The tomb of Padiamenope has 22 rooms, and at 2005, the SCA, the University of Strasbourg and Montpellier, the  IFAO, were granted permission to acess Rooms IV-XXII and explore all this tomb. This tomb received the name of the 'followers of Montu. He was, probably, a contemporary of Montuemhat, that was buried like his neighbouring in his tomb." (TRAUNECKER, 2013: p.01)



 "Le tombeau de Padiamenopé situé dans la nécropole thébaine et le plus important jamais creusé en Égypte. Le 'palais funéraire' de cet intellectuel thébain de la XXVe dinastie est plus qu'une tombe ou qu'une vaste bibliothèque de pierre comprenant sur ses parois toute la littérature funéraire de l'époque. Petit à petit, la mystérieuse personalité de Padiamenopé se précise." (INSTITUT KHÉOPS, 2014: p. 10)

 And according with the Dr. Traunecker: "Many clues lead us to believe that he was actually buried in his tomb, and that he played an important role in the development of the Theban Royal and Funerary Rituals." (2013, p. 01)


La tombe 33, un mystère égyptien Partie 4



La tombe 33, un mystère égyptien Partie 2

Padiamenopé : le mystère de la tombe 33


sábado, 30 de janeiro de 2016

"DIONISO, NA GRÉCIA; HATHOR, NO EGITO. SUAS SIMILARIDADES E ESPECIFICIDADES"

"DIONISO, NA GRÉCIA; HATHOR, NO EGITO. SUAS SIMILARIDADES E ESPECIFICIDADES"


Autor (a): AMANDA MARTINS HUTFLESZ

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS, 2010

CURSO DE BACHARELADO E LICENCIATURA EM HISTÓRIA



Neste artigo, a autora tenciona estabelecer paralelos entre estes dois deuses da Antiguidade Clássica, e objetiva pesquisar sobre os assuntos abaixo mencionados, na tentativa de obter algumas respostas para questões que possam vir a ser de interesse nas áreas de História Antiga, Egiptologia, arqueologia, sociologia, bem como os estudos de humanidades em geral.


Questões propostas à elucidação:
O culto era parecido de ambos, mudando somente de região?
Ambos eram deuses que velavam pelas mesmas práticas?
O período de origem foi similar?
Aqui, a autora objeiva realizar uma reflexão sobre a finalidade de cada deus e seu culto no local de origem de cada um

 O conteúdo do artigo foi constituído  por meio de pesquisa em fonte/ documento



Segundo a autora: "(...) certos rituais da religião funerária egípcia que tinham como propósito, conduzir o morto à vida eterna,  o que passou a ocorrer,  principalmente à partir  da  elaboração do Livro dos Mortos, o qual data da XVIII dinastia, utilizando fórmulas mágico-rituais com o intuito de proporcionar ao morto uma viagem para o mundo subterrâneo mais segura e menos aterrorizante."
(HUTFLESZ, 2010: p. 01)


    E ainda, : "busca-se compreender melhor o pensamento religioso egípcio, o qual era ético por excelência. Para este povo, as boas ações do homem eram sempre recompensadas na vida após a morte. Vale ressaltar que a preparação do corpo era uma prática religiosa, nomeada como mumificação, onde teve seu início na IV ou na V Dinastia, segundo estudo das fontes."
(Op. cit, 2010: p. 01)


"A figura do deus Dioniso,  permeia o imaginário grego; Já a deusa Hathor,  está diretamente relacionada à religião egípcia." E, "Diónisos ou Dionísio era um deus cultuado na Grécia, o deus das festas, do prazer, do vinho, da diversão. Era filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de um mortal. Era semelhante ao deus Baco, o qual era cultuado em Roma." (Op. cit, 2010: p. 02)


"Na antiguidade, o culto de Dionísio teve seu início na cidade chamada Trácia, Lídia (o nome Baco pode ser  de derivação Lídia), Frígia para a Grécia aproximadamente no oitavo século a. C. Tal culto tende a  mostrar aos gregos algo novo para este povo: Uma espécie de euforia, êxtase e entusiasmo em meio à bebida, música e dança até então desconhecidos. Dionísio tem por esposa uma mulher chamada Ariadne."


“Dioniso é considerado pela historiografia como um dos deuses mais controversos do mundo grego grego antigo.”

De acordo com BARBOSA (2008: p. 1): "Uma divindade em particular sempre mexeu com o imaginário grego e a capacidade individual e coletiva de culto: trata-se do deus Dioniso. Uma das figuras mais debatidas e controversas da religião grega, Dioniso nunca foi estático, esteve sempre em mudanças – de aspectos e também de lugares (...)"

"A origem do deus é controversa. Considerado filho de perséfone, também recebeu o nome de Ctônio, 'o subterrâneo'. Dioniso costuma aparecer como um deus estrangeiro. Provavelmente asiático."

"Algumas outras facetas do rito não eram aceitas por toda a a população, e muitos cultos deveriam ser praticados nos bosques, longe dos olhos do poder oficial, transformando assim Dioniso em uma divindade ctônica, dos bosques e florestas. "(BARBOSA, 2008: p. 3)


“Não se pode dissociar a dramatização das tragédias gregas que envolvem divindades sem atentar-se para a representação real que era conferida a esta divindade.” (BARBOSA, 2008: p. 4)



“ As opiniões das pessoas em sua maioria também possuíam um caráter social, seja para questionar ou elogiar a política, as práticas culturais ou religiosas.” (BARBOSA, 2008: p. 4)

“Como um deus pode ser tão controverso em suas representações sem dúvida é fascinante, e cabe aos estudiosos o papel de problematizar estas questões.” (BARBOSA, 2008: p. 5)


"A cerveja era a bebida rotineira da dieta egípcia, pois o processo de fabricação e fermentação a tornava potável e mais saudável que a água e, assim, era servida no café da manhão, almoço e jantar. Nas celebrações mais importantes, o vinho era a bebida predileta." (ELLIS, 2003: p. 44)


“O vinho de Hathor produzia o êxtase da deusa, uma embriaguez entusiástica e sagrada que exaltava e, ao mesmo tempo, acalmava.” (Apud C. J. Bleeker, 1967: p.  91)

Em tempos de guerra, Hathor era honrada principalmente por tais dons. Todo precisamos de vávulas de escape para o estresse, frustração e raiva, e o festival da Embriaguez – ou da qualidade inebriante-- de Hathor era a oportunidade esperada. Durante o festival, homens e mulheres “libertavam-se dos sentimentos desagradáveis, ressentimentos e paixões reprimidas (...). (ELLIS, 2003: P. 46)


A dupla personalidade de Hathor é muito interessante. Seu temperamento volátil vacila entre os extremos do fervor militarista e o êxtase religioso. Não me surpreende o fato de Ricardo Coração de Leão carregar o emblema de Sekmet pela Europa e Ásia durante as Cruzadas. (ELLIS, 2003: p. 46)

Na tradição egípcia, Sekmet representa a deusa idosa, o aspecto mãe é representado por Bast e o aspecto virgem é representado por Hathor. As três deusas representam os estágios dos mistérios de sangue que regem a vida da mulher como amante, esposa e mãe e, finamente, a mulher mais velha da tribo. (ELLIS, 2003: p. 47)



 A embriaguez sagrada dos antigos egípcios permitia a entrada em estado alterado xamanista, no qual a pessoa pode vivenciar formas elevadas de união extática e sentimentos amorosos e, dessa forma, oferecer à humanidade um meio de aproximar-se do Divino a e experiência de exaltação da deusa e do deus. Na maior parte dos casos, a bebida e o som destinavam-se a propósitos religiosos. A bebida permite que o devoto tenha a oportunidade de participar do mistério da, entender a natureza da oferenda e do sacrifício e destacar o amor abundante colocado à disposição da humanidade pelas mãos do divino. (ELLIS, 2003: p. 43)


“Como em qualquer cultura, a bebida oferece a chance de relaxar e banir preocupações mundanas, sinaliza a comunhão entre amigos e reúne em círculo pessoas que apreciam a companhia umas das outras.” (ELLIS, 2003: p. 44)

Certamente, o papiro – assim como as rosas, hoje – deveria ser uma oferenda apropriada a um amante ou a Hathor, a própria deusa do amor. O cetro favorito da deusa era um broto de papiro com caule longo. Esses brotos secos contêm um número de sementes soltas que produzem um som sibilante musical quando são chacoalhadas. Esses chocalhos naturais podem ter sido os arquétipos dos sistros sagrados de Hathor. (ELLIS, 2003: p. 109)



No antigo Egito, Hathor era a deusa mais popular entre as massas, seus cultos sendo mais antigos que os de Ísis e de muitos dos deuses. A imagem dela como a deusa de chifres dançando aparece esculpida nos paredões dos desfiladeiros da savana desde 6000 a.C. Lá podem ser vistas imagens de animais do campo e animais selvagens que eram levados para que Hathor os abençoasse. (ELLIS, 2003: p. 77)



Embora ela ainda não tivesse nome naquela época anterior à invenção da escrita, sua imagem permaneceu a mesma por toda a história. Ela era a deusa que aparece na Paleta de Narmer, o primeiro documento inscrito do primeiro rei egípcio. Ele proclamou a unificação do Alto Egito com o Baixo Egito, sob o domínio da deusa vaca, mãe do deus falcão, Hórus. O nome da deusa, que aludia ao seu domíno celeste, era Het-hor, traduzido literalmente como “A casa do exaltado”; ou seja, o céu como lar do falcão Hórus. (ELLIS, 2003: p. 77-78)



“Os gregos a amavam, comparando-a a Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza.” (ELLIS, 2003: p.78)

“Ninguém gostava de festas mais do que Hathor, a deusa da música, da dança e do júbilo. Um dia apenas não era suficiente para celebrar seu aniversário; na verdade, o mês inteiro era devotado à deusa e suas festividades.” (ELLIS, 2003: p.78)

“Também em Tebas, ela era a deusa da necrópole. Sua imagem aparece em vários túmulos faraônicos, às vezes como a vaca amamentando, o sicômoro, a Senhora do Pico, ou simplesmente como um abela deusa, segurando as mãos dos mortos.” (ELLIS, 2003: p.78)

Hathor não só representava o prazer sensual da boa vida na terra, mas também prometia alegria e beleza na vida após a vida. Seus templos podiam ser encontrados Mênfis, Tebas, no Sinai e em Cusae, onde ela era associada à deusa grega Afrodite Urânia. (ELLIS, 2003: p.78)


Referências Bibliográficas:

O Livro dos Mortos do Antigo Egito. Trad: Edith de Carvalho Negraes. Hemus Editora Ltda, 1982.
BAKOS, Margaret Bachori. Fatos e Mitos do Antigo Egito. EDIPUCRS: Porto Alegre, 1994.
BLAIR, Nancy. Amulets of the Goddess. Oakland, Califórnia: Wingbow Press, 1993.
BLEEKER, C. J. Egyptian Festivals: Enactments of religious Renewal. Londres. E. J. Brill, 1967.
BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: tragédia e comédia. 9ª edição. Petrópolis: Editora Vozes, 1985.
BRUNNER-TRAUT, Emma. Os Fundadores das Grandes Religiões. Editora : Vozes, Petrópolis, R.J, 1999.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Sociedades do Antigo Oriente Próximo. Editora Ática, 1995.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Deuses, Múmias e Ziggurats: Uma Comparação das Religiões Antigas do Egito e da Mesopotâmia. EDIPUCRS: Porto Alegre, 1999.
_______________________O Egito Antigo.(Coleção Tudo é História). Editora : Brasiliense, 6ª Edição, São Paulo, 1982.
_______________________ “Hekanakht: Pujança Passageira do Privado no Egito Antigo”. Tese de Mestrado, (UFF), Niterói, 1993.
CERAM, C.W. Deuses, Túmulos e Sábios. O Romance da Arqueologia. Editora: Melhoramentos, São Paulo, 1958.
EURÍPIDES: As Bacantes. Trad. Trajano Vieira. São Paulo: Editora Perspectiva, 2003. [Edição bilíngüe Português – Grego]
ELLIS, Normandi. Deusas e Deuses Egípcios. Festivais de Luzes. Trad: Marcos Malvezzi Leal.  Madras Editora Ltda, São Paulo, 2003.
ELLIS, Normandi. Awakening Osiris. Grand Rapids: Phanes Press, 1988.
FAULKNER, R.O. The Ancient Egyptian Coffin Texts. Warmister: Aris & Phillips, 1978.
_______________. The Ancient Egyptian Pyramid Texts. Oxford: Clarenton, 1969.
GRIMAL, Pierre. O Teatro Antigo. Trad. Antônio M. Gomes da Silva. Lisboa: Edições 70, 2007.
HEIN, Regina Lúcia Martins de Souza. “O Imaginário Religioso Egípcio acerca da Imortalidade nos Textos dos Sarcófagos” Tese de Mestrado(UFF), Niterói, 2001.
HUTIN, Serge. História da Alquimia. Da Ciência Arcaica à Filosofia Oculta. Trad: Charles Marie Antoine Bouéry. Editora: Mundo Musical Ltda, São Paulo, 1972.
BARBOSA, Leandro Mendonça. Dioniso: O Deus Estrangeiro Mascarado. Artigo Científico publicado em Abril/Maio 2008, Ano 1, Vol. 1, N. 1.[Mestrando em História pela Universidade Federal de Goiás]
MONTET, Pierre. O Egito no Tempo de Ramsés. A vida Cotidiana. Trad: Célia Euvaldo. Editora : Companhia das Letras, São Paulo, 1989.
O'DEA, Thomas F. Sociologia da Religião. Trad: Dante Moreira Leite. Livraria Pioneira Editora, São Paulo, 1969.
SHAFER, Byron E. (org.). As Religiões no Egito Antigo – Deuses, Mitos e Rituais Domésticos. Byron E. Shafer(org.), John Baines, Leonard H. Lesko, David P. Silverma; Trad: Luis S. Krausz. Nova Alexandria: São Paulo, 2002.                  
SILIOTTI, Alberto. Grandes Civilizações do Passado. Trad: Francisco Manhães, Editora: Folio: Barcelona, 2006.
TRABULSI, José Antônio Dabdad. Dionisismo, Poder e Sociedade da Grécia até o fim da época clássica. Belo Horizonte: Editora Universidade Federal de Minas Gerais, 2004.
TRAUNECKER, Claude. Os Deuses do Egito. Editora: Unb: Brasília, 1992.
VERNANT, Jean – Pierre. Figuras, Ídolos, Máscaras. Trad. Telma Costa. Lisboa: Editorial Teorema, 1991.
VILELA, Marcelo Miranda. “ O julgamento Pós-Vida Presente no Livro dos Mortos do Antigo Egito: Religião, Moral e Sociedade.”  Tese de Mestrado(UFF), Niterói, 2006.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"UM CAMINHO PARA O PÓS-VIDA: A TRANSFIGURAÇÃO DO MORTO, ATRAVÉS DOS RITUAIS FUNERÁRIOS DA RELIGIÃO NO EGITO ANTIGO"

"UM CAMINHO PARA O PÓS-VIDA: A TRANSFIGURAÇÃO DO MORTO, ATRAVÉS DOS RITUAIS FUNERÁRIOS DA RELIGIÃO NO EGITO ANTIGO" 

Autor(a): AMANDA MARTINS HUTFLESZ

UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS, CURSO DE HISTÓRIA, 2009


De acordo com a autora:  "As crenças religiosas dos Antigos Egípcios nos mostram que para eles, o corpo era uma manifestação da alma, e ambas deveriam sempre estar ligadas, mesmo no outro mundo."  E, " Portanto, para esta civilização, era necessário aliar as técnicas de embalsamação às práticas religiosas da oração, o que se percebe a partir da leitura das preces contidas no Livro dos Mortos, as quais foram desenvolvidas para proporcionar ao morto êxito espiritual, e uma espécie de boa sorte no momento do seu ritual funerário de passagem para o outro mundo (também chamado de DUAT ou AMDUAT que era o mundo subterrâneo), indicando para sua alma, o caminho mais rápido para sua transfiguração no além. Inclusive, tais técnicas foram também sendo cada vez mais refinadas com o passar dos séculos, conforme a exigência dos faraós e sacerdotes." (HUTFLESZ, 2009: p. 06)




"O Livro dos Mortos do Antigo Egito, que se traduz por "Saída para a luz do dia" teve sua primeira versão em 1842, e recebeu este nome do Egiptólogo Karl Richard Lepsius, o qual foi amplamente aceito por outros egiptólogos da época. Entretanto, quem descobriu o Livro dos Mortos, foi Champollion, arqueólogo francês, o mesmo que decifrou a Pedra de Roseta, o que também permitiu que os hieróglifos egípcios fossem decifrados. "  (HUTFLESZ, 2009: p. 07) 





Abstract:

Key-words: Ancient Egypt - Religion - Mortuary Cult - Endless life - Book of the Dead - XVIII Kingdom -  Religious Believe  -  Gods -  Soul -  Body

Confira no site: http://www.egyptologica.be/activites_egyptologica/conferences.html

FONTE: http://www.egyptologica.be/activites_egyptologica/conferences.html, em 28/01/2016, às 18:10 hs

"Nos Conférences"

"Samedi 16 Janvier à 14h - Les Chants du Harpiste : une vision égyptienne du Carpe diem (Mme Amandine Godefroid)
Alors que la plupart des textes funéraires de l'Égypte ancienne sont axés sur l'espoir d'une vie après la mort, les chants des harpistes, quant à eux, semblent inciter à plutôt profiter pleinement de la vie sur terre, nous donnant ainsi la vision égyptienne d'une forme de carpe diem, philosophie développée ultérieurement dans le monde grec, avec Épicure, puis romain, par l'intermédiaire d'auteurs tels que le poète Horace.
Toutefois, même s'ils célèbrent avant tout la vie et les plaisirs terrestres, on n'oubliera pas que les chants des harpistes apparaissent dans le contexte de la tombe privée. Ils font en réalité partie d'un discours plus complexe et contribuent dès lors eux aussi à rendre vie au défunt au travers des différents sujets qu'ils évoquent, notamment le banquet ''funéraire''.
Ce même thème des harpistes et de leurs chants peut aussi se voir détourné, parodié. C'est ainsi qu'on le retrouvera notamment parmi les ostraca dits ''satiriques'' de Deir el-Medineh."

Samedi 30 Janvier à 14h - Amon et Hathor dans la cité royale de Naga (Mme Florence Doyen)
"Nichée au cœur du royaume méroïtique, la cité royale de Naga connaît plusieurs fondations d'importance au 1er siècle de notre ère.
Depuis une vingtaine d'années, sous la houlette de Dietrich Wildung et Karla Kröper, de colossaux travaux d'anastylose menés par le Naga Projekt (http://naga-project.com/) ont permis de redonner leur splendeur d'antan au temple d'Amon et au kiosque d'Hathor.
Hérités des temps de l'occupation pharaonique en Nubie, les cultes à Amon et à Hathor ont, loin en amont de Thèbes, pris une ampleur particulière aux époques napatéenne et méroïtique.
Au cours de cette conférence, l'on verra comment le dieu dynastique Amon a servi de socle à l'idéologie royale dans le royaume de Koush. La déesse Hathor quant à elle a également joué un rôle fondamental dans l'équilibre cosmique de la Nubie, en tant que garante de la crue bénéfique."